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Limpar estofos de pele: o que sai e o que não sai

Antes de escolher produto, vale saber que sujidade tem à frente. As três mais comuns num estofo de pele são: gordura das mãos e do corpo, que cria brilho no apoio de braço e no volante; transferência de corante de ganga em assentos claros; e sujidade solta acumulada no relevo. Cada uma responde a um tratamento diferente, e é aí que a maioria das pessoas se atrapalha.

A gordura sai com um limpador de pH neutro e agitação. O Koch Chemie The Finisher Leather Tex Clean (14,95 € em 500 ml) resolve a manutenção normal, e o Leather Star LS (15,95 € em 1 L) é o mais forte da gama, para assentos com anos de uso onde o brilho já é permanente.

A sujidade dentro do relevo só sai com escova. O Allrounder Scrubber (12,95 €) e o KC Drill Brush Set medium (21,95 €) chegam ao fundo do desenho sem levantar o acabamento — a versão hard (21,95 €) fica reservada aos tapetes e nunca se usa aqui.

Corante de ganga em pele clara é o caso mais difícil, e o único onde vale usar abrasivo: a esponja mágica de melamina (2,95 € por 2 unidades) tira, mas remove pigmento se insistir. Húmida, só na mancha, pressão mínima e pare no momento em que a mancha clarear. Uma zona sem pigmento não se recupera.

O que não sai, e é honesto dizê-lo: tinta de esferográfica já absorvida, fissuras, e desgaste onde o pigmento já saiu por atrito. Nesses casos é reparação e repigmentação de oficina, não limpeza. Para tinta em tecido — não em pele — existe produto próprio em limpeza de tecidos.

Trabalhe sempre com o produto no pano ou na escova, em zonas pequenas, e retire a espuma antes de secar. E não termine aqui: a pele fica sem óleos e o passo seguinte é condicionar e hidratar. O contexto está em pele e couro e o resto em interior.

Ver também: Pele e couro · Condicionadores · Escovas para tecidos · Limpeza de tecidos · Interior